quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Irlanda, parte I - fynas & bunytas na República

Em 2005 ela foi à Irlanda... Mas não tinha blog ainda. Então resolveu ir de novo em julho de 2008 pra refrescar a memória e, de brinde, conhecer A FAMÍLIA.

O único motivo do tom tenebroso é o fato de eu já saber milhares de pormenores sobre, ter visto pilhas de fotos, ser amiga no Facebook e não conhecer esse povo pessoalmente, ainda. Porque a família do meu namorado mora no Canadá - e eu nunca estive lá, mas toneladas de tios e afins ainda se encontram em Northern Ireland. Assim, sabendo que íamos estar na Europa no verão, meu sogro (ainda virtual) planejou... A REUNIÃO DE FAMÍLIA. Em variados lugares do país.


Desta vez, portanto, a viagem ia incluir:


a) Frio na barriga (sou horrível com famílias, normalmente não tenho a menor diplomacia);

b) 52 piadas bestas sobre leprechauns;

c) Guarda-chuva (verão na Irlanda dificilmente requer guarda-sol);
d) Epocler (aquele pro fígado depois das 34.611 reuniõezinhas familiares regadas à Guiness);
e) Mãe brasileira.


Sim, pedi arrego e chamei a mãe.
- Custa você ir até a Irlanda só um pouquinho?


Mentira, ela aceitou de bom grado. Foi só prometer ruínas e civilizações perdidas. Minha mãe é o Indiana Jones de cachinhos.


Ratoath

Antes de ir pro que parecia ser o Big Family Belfast (quando encontrássemos a família dele, íamos ficar todos juntos em uma casa no meio do nada por duas semanas - pai, mãe, cinco filhos, três caras-metade e duas brasileiras - com transmissão ao vivo para toda o país! OK, isso não), fui falar português até deslocar a mandíbula em Ratoath, cidadezinha de 8.000 habitantes a vinte minutos de Dublin.


Lá vivem os melhores hosts do mundo (pelo menos do meu), Fabi e David - mais um da série Brasil x Irlanda. Ele é o irlandês doutor em brasilidades, fala português perfeito e gosta de novela! E ela, a brasileira expert em steaks, chuva e Irish history. Combinação perfeita!


Fazendo o que sabem fazer melhor: cara de louca.

Foi exatamente com eles que fiquei em 2005 (para o casamento, diga-se de passagem) por alguns dias ótimos, no inverno, passeando e sendo engordada. Fabi até me pedia pra ver o dedinho... Medo! Mas divago. Vamos ver o que é que o tigre celta tem.

Glendalough


Este é um vale em County Wicklow, parte de um parque nacional. Na Irlanda tudo são vales e montanhas e planícies muito, mas muito verdes, de tanto que chove na ilha - não grandes tempestades, mas uma garoa insistente e pentelha, que se não ajuda os piqueniques pelo menos deixa a paisagem bonita.

Na entrada de Glendalough. Juro que me esforcei pra esperar este ser de vermelho passar, mas meses não seriam o suficiente.

No tal vale estão as ruínas (aha!) de um monastério construído no século VI por um monge (St. Kevin) e destruído em 1398 - pelos ingleses, quem mais?


Ruínas do mosteiro.

Eu provavelmente visitei mais de dez cemitérios em vinte dias na Irlanda (norte e sul) e vi mais centenas de outros. O que fica em Glendalough foi o primeiro da fila, então mereceu muitas fotos. Cheio de cruzes celtas e túmulos muito antigos. Só que obviamente os antiquiquíssimos já estavam apagados ou nem lápide tinham, então não deu pra saber quais eram os mais remotos. Me dei conta, sim, de que estava é pisando em um monte de túmulo sem demarcação, e isso sempre me arrepia.

A Irlanda é cheia de histórias de fantasmas, e Glendalough tem a sua, claro. Minha mãe encontrou esta página de revista em um blog e ficou obcecada, porque não conseguimos achar o arquivo original para poder ler o que está escrito.

Um outro site diz que em Glendalough "o fantasma de Kathleen flutua nas águas do lago ao lado das ruínas mosteiro"... Kathleen? Muito franca.

Tentamos fazer contato com o fantasma de Kathleen... Mas quem apareceu foi a Fabi.

O parque é bem grande e tem um lago muito lindo (Upper Lake), mas não se pode nadar. Nem acho que alguém queira! Pleno verão e todos de casaco. Também dá parfazer caminhadas e até escalada, mas não era o nosso caso, estávamos só passeando. Para mais informações, achei esse site, com mapas, descrição das trilhas, história completa do monastério e etc. Vale a pena passar um dia todo lá com certeza, levar um piquenique e fazer algumas das nove trilhas descritas na seção walking trails - e rezar pra não chover.

Upper Lake

Trim

A menos de uma hora de Dublin fica esta cidadezinhinha, mais uma entre tantas se não fosse pelo Trim Castle, ou o que sobrou dele. É o maior castelo normando da Europa e maior de todos na Irlanda. Era uma fortaleza que começou a ser construída em 1174 por Hugh de Lacy (Lorde de Meath durante a invasão normanda da Irlanda) e funcionou como centro administrativo do Condado de Meath até o fim do século XV, depois foi perdendo a importância e começou a decair, servindo mais como base militar. A história do castelo é longa e passa por muitos ataques e uma guerra. Depois de muito abandono (virou até lixão municipal por alguns anos) foi passado aos cuidados da administração pública, e finalmente restaurado no início dos anos 90.


Mas o castelo ficou mesmo chique & famoso depois que o Mel Gibson o pegou emprestado para aparecer (um pouquinho) em Coração Valente (1995). Eu tinha quinze anos quando vi esse filme, e fora a quantidade de lanças e flechas espetadas em lugares sensíveis e o ar de doido varrido do Mel Gibson, gostei e fiquei até emocionada com a história, mas depois me decepcionei quando descobri que quase nada era verdade histórica, nem mesmo os kilts que os rebeldes do William Wallace usavam.

Esse é do eke.

De todo jeito, esqueça o Mel e vá em uma das visitas guiadas do castelo - não custam caro e dão uma idéia de o que era o quê no meio das ruínas e como viviam seus moradores. Eu adoro história e esse passeio foi um dos melhores, entre os "educativos", que eu já fiz. Dá pra subir na torre e tudo mais e a entrada não passa de quatro euros.



Quando acabar a visita, euquesei recomenda gastar muito mais euros e comer num restaurante do lado do castelo chamado Franzini O'Briens. Esse nome esdrúxulo traduz bem qual é a deles: tem de curry até fajitas, passando por steaks gigantes, massas e frutos do mar. Tudo bem servido mas não barato, pois o lugar é bonito e ao lado de um castelo, né! Queria o quê?

Dublin

Minha segunda vez em Dublin foi menos mão-de-vaca. Na ocasião da primeira, em 2005, fazia seis meses que eu morava em Londres, tinha empregos bunda e gastava o que podia e não podia em festas, então quando chegava a hora de viajar... Nada.

Mas não tenho nenhuma pretensão de dissecar Dublin aqui - deixo para os especialistas, porque é muita história. Quero é dar palpite e só.


Nosso mini city tour começou com uma volta à pé pela cidade, que mesmo sendo capital é também super-pequena e tudo o que interessa está a uma distância caminhável. O dia estava cinza porém seco, ideal pra esse passeio. Tínhamos um carro alugado porque em vinte dias íamos a muitos lugares pelo país, mas estacionar em Dublin é um inferno. Simplesmente não tem lugar. E quando tem, custa caro (como a maioria das coisas em Dublin) - tipo 17 euros por algumas horinhas. Mas é o jeito.

Liffey River

O centro da cidade é bonito e super turístico, bares e restaurantes à escolha. Para quem curte cafés, o mais famoso de Dublin é o Bewleys (78 Grafton St), inaugurado em 1927 num prédio maravilhoso. Vive lotado e o serviço é demorado, mas a comida e os chás são deliciosos.

Ok, já começamos comendo. Mas olhem, pra mim não tem mais nada turístico que comida. Se eu pudesse, quase todas as minhas viagens seriam turnês gastronômicas... E eu ia terminar obesa e pobre, mas feliz.

Enfim, depois caminhamos até o City Hall pra queimar os muffins.

O prédio, de 1769, tem buracos de bala até hoje na fachada, assim como diversos lugares da cidade que sobreviveram às diversas guerras e conflitos por que Dublin passou (contra os ingleses, a guerra civil, as guerras mundiais, etc.). Afinal paz e prosperidade na(s) Irlanda(s) são acontecimentos super-recentes, e em alguns lugares (do norte) ainda é possível sentir, de uma maneira estranha, a tensão.

Se alguém está te mostrando Dublin, cedo ou tarde vocês vão acabar no Trinity College, parte da Universidade de Dublin e zélebre escola por onde passaram Oscar Wilde e Bram Stoker (Drácula te lembra alguma coisa?), entre outros. É um lugar muito imponente mas ao mesmo tempo cheio de turistas e estudantes pseudo-sujinhos zanzando por lá. Não sei vocês, mas quando visito esse tipo de lugar me dá um certo deslumbramento, dá até vontade de ser culta. E depois uma leve depressão, porque passei cinco anos sentada naqueles prédios tão feios da Economia da Unicamp, ouvindo falar de Marx e do ciclo do café. Poeira por poeira, talvez pudesse ser pior.

Entrada do Trinity College

Divago. Em Trinity está a exposição do Livro de Kells, “um manuscrito ilustrado com motivos ornamentais, feito por monges celtas por volta do ano 800 depois de Cristo. Peça principal do cristianismo irlandês, constitui, apesar de não concluído, um dos mais suntuosos manuscritos iluminados que restaram da Idade Média. Em razão da sua grande beleza e da excelente técnica do seu acabamento, este manuscrito é considerado por muitos especialistas como um dos mais importantes vestígios da arte religiosa medieval. Escrito em latim, o Livro de Kells contém os quatro Evangelhos do Novo Testamento”.

Uma ilustração do Livro de Kells.

A gente adora uma velharia, então foi na exposição, que também exibe outros manuscritos antigos e peças relacionadas. É bonito, mas se você não tem nenhum interesse por livros ou história, guarde seus oito euros e vá tomar duas Guiness. Aliás nem vá ao Trinity. A entrada dá direito a visitar a Biblioteca também, que é maravilhosa, grave, altiva e cheia de velha... erm, antiguidades, como toda biblioteca deveria ser.

Há também os tours guiados pelo college – mais caros mas dão acesso a todas as áreas turísticas do prédio, incluindo a exposição.

Depois de tanta cultura, resolvemos que única coisa que ia nos fazer sentir melhor por não termos estudado no Trinity era gastar dinheiro em bobaginhas na Grafton Street. Essa rua é o calçadão dublinense, além de ter dois shopping centers – um no final e outro pertinho. Longe de mim tentar desaquecer a economia, mas nada de interessante. Achei tudo muito caro! Esses povo pirou no euro. O câmbio não pára de subir mas os preços continuam os mesmos de quando a moeda era mais fraquinha. Resultado: comprei uma bolsinha e beijos.

Shop 'til you drop... Ou compre só uma bolsinha.


Melhor mesmo foi desestressar no parque ali do lado – St. Stephen’s Green, uma graça. Ah, e pra quem gosta de se sentir em casa, lhes conto: ouvi português de todos os lados, na rua, no parque. Acho que a Irlanda será anexada ao Brasil em um futuro próximo. Apóio.

Leprechauns correm soltos por St. Stephen's Green.

Pra quem é muito tarado por cerveja, ainda recomendaria visitar a Guinness Storehouse, em St. James Gate, e ficar sabendo tudo sobre a darkie (escurinha) favorita da nação. Admito que eu mesma não fiz essa visitinha (gosto sim de cerveja, mas só de bebê-la), então se fizer me conte.

Newgrange & Knowth

Chato mesmo foi nos despedirmos da Fabi e do David, mas a nossa agenda social estava longe de ser cumprida. No caminho para a Irlanda do Norte (e para a família do Paul), porém, ainda paramos no Vale Boyne para visitar o complexo arqueológico Brú na Bóinne (isso é gaélico), onde ficam os sítios arqueológicos de Newgrange e Knowth.

Entrada de Knowth

Ambos são tumbas construídas entre 3300 e 2900 antes de Cristo, ou seja, antes mesmo da pirâmide do Quéops no Egito e de Stonehenge. Através dos tempos os sítios foram ocupados por diversos povos e usados de formas diferentes, mas quase sempre estavam ligados a cerimônias e rituais.

Para chegar lá, tem que ir ao Brú na Bóinne Visitor Centre em uma cidade chamada Donore. Esse centro de visitantes tem um museuzinho explicativo, filmes curtos sobre os sítios arqueológicos e de lá os visitantes são transportados de ônibus para as tumbas, com um guia.

Tumba com piscina.

Em Newgrange, o mais popular, dá pra entrar na tumba. A posição dela e a maneira como foi construída fazem com que, no solstício de inverno (o dia mais curto do ano no hemisfério norte), a luz do sol entre pela portinha da tumba e ilumine por pouco tempo o piso da câmara no final de um longo corredor. A curiosidade é que tem a maior concorrência pra visitar Newgrange no tal dia! Pra tentar viver a experiência (ahan), tem um sorteio que todo ano premia 100 pessoas com o direito a visitar o lugar no dia do solstício. Parece bobagem, mas em 2006 27.000 pessoas concorreram.

Entrada do famoso corredor de Knowth.

Bem, tudo muito bom, bonito, etc, mas no dia em que fomos não tinha mais visitas a Newgrange. Chegamos tarde e já estava lotado. Mas Knowth estava lá disponível - não é tão procurado como Newgrange porque, apesar de ter o maior corredor, não se pode entrar na tumba principal, apenas olhar lá dentro. Isso porque a estrutura (feita de pedras sem nenhum tipo de cimento que as conecte) está avariada depois de milhares de anos de gente subindo no “morrinho” e morando em cima da tumba.

Alugamos tumba 2 qts (suíte), arms., coz. planej., vista verde, play, garag.

O sítio de Knowth é composto por mais 17 tumbas menores, as "satélites". A maior tem duas passagens e é decorada em todo o redor com pedras cheias de desenhos - ondas, caracóis, espirais, círculos entalhados. Dentro há uma câmara em forma de cruz que contém pedras esculpidas em forma de recipientes, onde as cinzas dos mortos eram depositadas depois da cremação.

Cachinhos e a pedra de cachinhos.

Pela própria apresentação feita pela guia dá pra perceber que ninguém sabe cem por cento as histórias de comos e porquês do lugar, o que significam os desenhos e outros detalhes. Há evidências de ocupação humana datando do período Neolítico, passando pela Idade do Bronze, seguida de um período de ausência de utilização que durou cerca de dois mil anos, até voltar a ser usado na Idade do Ferro como base para um forte. Os túneis das tumbas também viraram esconderijos contra inimigos, e outras passagens foram construídas, além de diversas outras modificações. A quantidade de gente que sapateou por ali desde 3300 AD... Imagina só.

Moda inverno 2500 a.C.

O lugar foi finalmente escavado em 1941 e desde então vem sendo estudado. A excursão é super-organizada e os guias explicam tudo o que você quiser - pelo menos a que foi com o meu grupo tinha uma paciência de jó. Recomendo muito.

Fim da tarde se aproximando. De volta para o carro para duas horas de viagem até... the North.

Próxima parada: Mayobridge, Northern Ireland.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Combo #1: receita de quesadilla + choramingos


Pensando em comida mexicana por causa do post anterior.


Outro dia fiz uma quesadilla DA BOUA, olha só a receita:


Quesadilla com pico de gallo e guacamole (para 4 pessoas)


A foto eu peguei emprestada desse site aqui, ó.

Ingredientes
:

Para a pasta de feijão:
  • 250g de feijão preto cozido (serve de lata também)
  • 1/2 colher de chá de cominho moído
  • 1/2 colher de chá de pimenta calabresa (aquela que tem em toda seção de temperos do mercado)
  • 1 maço de coentro fresco picado (reserve umas folhinhas antes de picar, pra decorar)
  • Suco de 1 limão
  • 1/2 colher de sal
Para o pico de gallo:
  • 1/2 cebola grande picadinha
  • 2 cebolinhas picadas
  • 5 tomates médios cortados em quadradinhos, sem sementes
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 pimenta vermelha picadinha
  • Suco de 1 limão grande
Para a guacamole:
  • 1/2 cebola grande picadinha
  • 1 tomate médio cortado em quadradinhos, sem sementes
  • 1 abacate médio bem maduro
  • 2 colheres de chá de azeite
  • Suco de 1 limão
Mais:
  • 8 tortillas pequenas de trigo (se não achar prontas, veja receita facinha aqui)
  • 120 g de cheddar ralado, ou se não tiver, vá de pedaços de mussarela fatiada mesmo.
Extras*, se você encontrar no supermercado:
  • 180 ml de sour cream (pode se aventurar a fazer, se quiser - várias opções aqui)
  • 6 colheres de sopa de jalapeños em conserva picados
*Eu não coloquei os extras no dia que preparei esta receita, e ficou gostoso assim mesmo, apesar de adorar jalapeños e sour cream.

Como fazer:

Pasta de feijão: Tire os feijões de sua água (seja do cozimento ou da lata) e coloque-os junto com os outros ingredientes num liquidificador ou processador e pulse até obter uma pasta grossa, não líquida.


Pico de gallo: Misture tudo linda.


Guacamole: O abacate deve estar maduro a ponto da polpa ser facilmente separada da casa com uma colher, e amassada ainda mais facilmente com um garfo. Daí é só misturar o resto. O legal é que tudo esteja picadinhinhinhinho mesmo. Bom também é preparar a guacamole tipo cinco ou seis horas antes de comer, pra curtir nos temperos... Mas se não der tempo, sem problemas.


Quesadilla, finalmente: Tenha um grill (dá pra usar a churrasqueira!) OU uma frigideira prontos. Passe a pasta de feijão no centro (2 colheres de sopa), mais um pouco de sour cream, mais o queijo salpicado por cima e uns jalapeños. Enrole como uma panqueca OU dobre-a ao meio como um crêpe e cozinhe por 2 ou 3 minutos de cada lado - na real o que queremos aqui é só que o queijo derreta um pouco e que a tortilla (que já é cozida) fique coradinha. Transfira a quesadilla pronta pra um lugar aquecido (pra não esfriar) e faça as outras sete... Ou quantas mais você conseguir.


Sirva as bunytas cortadas ao meio em um ângulo (para maior charme, se enroladas como panqueca), salpicadas de folhinhas de coentro, com o pico de gallo e a guacamole como acompanhamento.


* * *

As coisas aqui em Caracas estão tão paradas que só cozinhando mesmo. É chato voltar das suas férias, com energia para trabalhar, e ter que esperar os OUTROS voltarem das férias deles. A batatinha sabor queijo que eu gostava tanto agora mudou, virou sabor só sal. Minha melhor amiga na Venê foi-se embora pra Buenos Aires (bom pra ela). Tenho um monte de coisas burocráticas e chatas para resolver que dependem de um monte de gente chata e burocrática que provavelmente está cagando pra mim. Tenho vontade de discutir a relação todo dia, por falta de algo melhor pra fazer.

Alguém aí está a fim de 7 dias e 6 noites no meu guest room 4 estrelas, com café da manhã, city tour e quesadillas incluídas?

Let me know em aymoner@yahoo.com

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Restaurantes em Campinas


Meu pecado mais capital não combina com o corpinho de um metro e sessenta e cinco e cinquenta e quatro quilos: Gula. Comida, e o habitat desta maravilha - os restaurantes - são dois dos meus assuntos preferidos.


Sim, eu sei cozinhar, não sou um poço de inutilidade. Mas ir a um restaurante sempre foi um dos meus programas favoritos. Adoro, do mais simplório de beira de estrada até o FYNO. Adoro couvert, entrada, prato principal e talvez sobremesa (essa quase nunca cabe). Adoro garçons e garçonetes, já até fiz parte da categoria. Adoro chefs (desde que não em estado permanente de show gritos). Adoro cardápios. E escolher a mesa, e pedir uma sugestão da casa, prestar atenção na decoração ou na falta dela.

Não sou gourmet nem tenho pretensão de ser (sou gulosa mesmo) - mas como aqui euquesei, vou fazer crítica de restaurante também! Como ando com saudadinhas da minha hometown, vou começar pelos meus all-time favourites de Campinas.

Campinas city tem lugares ótimos pra se comer. Especialmente alguns que já estão no mapa há tanto tempo que viraram referência. Eu, embora já não
habite mais há três anos, posso recomendar alguns restaurantes tradicionais ou nem tanto, que simplesmente gastei de tanto ir.

Carnes


Filet & Cia (Rua Dr. Emílio Ribas, 891, Cambuí)- Não sou superfã de carne, então vocês não vão ver churrascarias aqui nesta lista. Mas este lugar tem a melhor carne que eu já comi na vida! Picanha, filet mignon, peito de frango, linguicinhas, maminha... Tudo que vem do grill deles é macio, suculento e delicioso.

O Filet existe há mais de vinte anos, mas com carinha de 16 haha. É todo decorado com bromélias e mesinhas de madeira, o tipo do lugar tranquilo e agradável e ao mesmo tempo animado. Faz tempo que eles usam o sistema por quilo (tem
a la carte no jantar), com o melhor buffet de saladas e frios que eu já vi - não por ser gigante, mas pelo fato de TUDO ser gostoso e fresquinho. E o atendimento é ótimo também, os garçons em geral trabalham lá há anos, e isso faz a diferença. Um deles é meu amigo Tatu, um amor de pessoa.

Massas


Cantina Fellini (Av. Cel. Silva Telles, 514, Cambuí) - Não faltam ótimas cantinas em Campinas, mas nesta aí o cardápio inteiro é uma delícia. E eu sei que já experimentei 90% dele, afinal frequento o restaurante há uns bons quinze anos. As massas são artesanais e os antipastos são imperdíveis. Também costumava gostar bastante do vinho da casa... O lugar é bem autêntico, a decoração super-italiana. Vive cheio, então é melhor reservar.

Comida Japonesa

Shogun House (Rua Conceição, 800, Cambuí) - Existe também faz uns dezoito anos e eu o adoro pela comida, localização (no limite entre o Cambuí e o Centro) e pelo custo-benefício. No almoço e no jantar tem rodízio, com dois cardápios: um com sashimi e outro sem. Ambos incluem diferentes sushis, missoshiro, guioza, yakissoba e tempurá à vontade, trazidos até sua mesa conforme o que você quer ou prefere. Eu prefiro este sistema ao do self-service, que é mais comum nos outros restaurantes japoneses da cidade. Daí também tem o sistema a la carte, com muitas outras opções. O Shogun é pequeno e vive cheio. O rodízio é oferecido no almoço e no jantar, mas o restaurante não abre aos domingos, até onde eu sei.

Família que come de pauzinho unida permanece unida.

Pizzas


Para ir: Bráz (Avenida Benjamin Constant, 1963, Cambuí) - Essa é a favorita da minha mãe, que ama a pizza caprese (com folhas ENORMES de manjericão, tomate, mussarela de búfala e patê de azeitona). Pizzarias em geral tem decoração super cara-de-churrascaria ou então querem ser hypezinhas, mas esta é a que finalmente acertou a mão: fyna, decorada como as cantinas paulistas de antigamente.

Para pedir em casa:
Pizza D'oro (Av Coronel Silva Telles, 407, Cambuí e Av. Norte-Sul, 43) - Melhores pizzas portuguesa e margherita da cidade. Quando você está passando aquela fome é só ligar que eles entregam rapidinho aquela pizza fumegante.

Feijoada


Dona Dinha (Rua Valentim dos Santos Carvalho, 37, Joaquim Egídio) - Programão de domingo, pegar o carro (de preferência carona, pra beber mais cerveja) e ir a Joaquim (distrito charming de Campinas) comer feijoada. Eu costumava ir a outros lugares, mas o Dona Dinha tem o ambiente mais gostoso de todos, parece uma casinha de chácara. Bom para inverno e verão. Ir lá beber cerveja e beliscar também é bom, mas se eu fosse você comia a feijoada (e só ela, já que o resto do cardápio não é lá essas coisas).

Mexicano (?)

El Tambo

Av. Dr. Jesuíno Marcondes Machado, nº 1797, Chácara da Barra) - Sou viciada em comida mexicana e em Campinas encontrar um lugar decente sempre foi um problema. O El Tambo, por exemplo, é especializado em comida das Américas (tem um cardápio peruano diliça), mas serve o basics da comida mexicana muito bem. O lugar é muito bom de se ir no verão, porque é bem aberto. Além do menu mex, se gostar de peixe prove os ceviches também, que são tudo.

Variado

Rosário (Rua General Osório, 935, Centro) - Este aí é o vovô: mais de 60 anos de existência. Restaurante tradicional e familiar, claro. Foi reformado há um tempo atrás, a parte do restaurante a la carte é toda cheia de pretos e mármores, gosto bastante. Tem de tudo, um cardápio enorme que cobre as categorias massas-peixes-carnes-aves. Os garçons são daquele tipo antiquado, que serve o seu prato com um garfo e uma colher (silver service, que eu já tive que aprender a fazer também...), e os meus pratos preferidos lá são o filé a Luis XV (medalhão de filé com molho madeira, creme de aspargos e batatas noisette) e o strogonoff de carne, delicioso. Prove também a lasanha verde, super-tradicional. O Rosário ainda tem um happy hour bacana e almoço executivo, mais baratinho.

Me deu um vazio agora... Não sei se é saudade ou fome.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Eivissa, princesinha véia do mar

Depois de um longo recesso... Vejam bem, de fevereiro a junho trabalhei muito (não estou reclamando!) e depois de junho ao início deste mês estive me sacrificando na Europa para amealhar material para este blog. Fim das desculpas.

Volto aqui pra contar de Ibiza, onde passei duas semanas como o diabo gosta.

Na definição da Wikipédia: "Ibiza ou Eivissa, às vezes aportuguesada sob o nome de Iviça, é uma ilha do arquipélago e comunidade autônoma das Ilhas Baleares. Fica localizada a leste da Espanha e sua maior cidade tem o mesmo nome da ilha. É tida como a melhor noite do mundo para quem gosta de sair ou a capital mundial da balada"

Mapinha da ilha.

É muita balada mesmo. Mas também é muita praia e história. Então vamos por partes:

Chegando lá
Tenho certeza que todo mundo aqui sabe pesquisar uma passagem de avião na net e escolher a que melhor lhe convém, por isso não vou dar opinião - mas um avisinho vai bem: um monte de companhias operam somente vôos noturnos, com pouso programado para meia-noite em diante, hora local. Até aí nada demais, mas juntando-se ao fato de que 90% dos hotéis da ilha só realiza check-ins a partir do meio-dia até no máximo quatro ou cinco da tarde, muitas vezes é necessário reservar o seu quarto para um dia antes da sua chegada... Não é muito bacana pagar por um dia a mais, mas pra ter certeza de que seu quarto vai estar pronto e que você não vai ter que dormir na recepção (especialmente em alta temporada - julho/agosto), é o recomendado. Por isso, cheque se o seu vôo é noturno e se o seu hotel é desses...

Saindo do aeroporto de madrugada, enfrente uma fila enorrrrme para pegar um táxi licenciado ou... Combine um preço para a corrida com os taxistas ilegais que vêm te abordar na tal fila. Por sua conta e risco. Paul, a impaciência em forma de gente, não quis nem saber e assim embarcamos no carro da primeira dupla que veio falar conosco. Dez minutos e um siricotico depois, chegamos sãos e salvos no hotel, mas que eu tive visões dos dois meninos roubando nossas bolsas e malas e sabe Deus o que mais, tive. Antes de irem embora, deixaram um telefone para qualquer coisa que vocês precisarem. Hummm.

Onde é que eu TENTO dormir?

Ibiza é super-construída e tem muita infra-estrutura turística, afinal já é balneário europeu há zilhões de anos. Não falta hotel, apartamento de temporada, hostel e até villa pros muito fynos. Eu fui na dica de um amigo meu que já passou n verões lá e aluguei um studio apartment, opção oferecida por muitos hotéis - significa que você tem lá seu quarto com uma mini-cozinha, o que ajuda a economizar.

As áreas mais turísticas da ilha, ou seja, as que oferecem mais opções de estadia e portanto mais baratas, ficam no sudeste/sudoeste da ilha respectivamente: Playa den Bossa e San Antonio. A primeira é praia mais longa da ilha, bonita, onde fiquei. Tem tudo perto, inclusive um dos clubs mais famosos de Ibiza, Space, e o party bar Bora-Bora. Playa den Bossa recebe tanto famílias quanto party people e casais querendo sossego. Já San Antonio é o destino preferido dos teenagers britânicos & outros. Pra mim é um pouco demais... Os hotéis são até mais baratos lá, mas é porque esse é exatamente o público-alvo.

Outra área importante é Santa Eulália del Rio, outro bairro (sei lá se é bairro, mas numa ilha tão pequena vou chamar os povoamentos de bairro!) grande de Ibiza, bastante mais tranquilo e meca de hippies e famílias em busca de um quiet holiday. Perto de Santa Eulália está o resort de Es Cana, um outro ajuntamento de hotéis e restaurantes tipicamente voltado para british people - desta vez não os teenagers, mas seus avós. Pra mim pareceu o paraíso da aposentadoria! Cheio de senhores e senhoras felizes e vermelhos de sol.

Escolhi minha área ainda seguindo o conselho do já referido amigo, citado aqui em tradução livre: "se você quer um lugar agitado mas também não está a fim de aturar gente bêbada gritando a qualquer hora em inglês e alemão, arrume um lugar em Playa den Bossa fora da altíssima temporada".

Junho é o início do fervo em Ibiza: muita gente vai mas não é insuportável. Tem espaço pra todos. O hotel onde ficamos é o Apartamentos Tivoli, gerenciado pelo Grupo Playa Sol, acho que a maior rede hoteleira da ilha. Gostei, a cozinha do studio quebrava um galhão, tinha geladeira grande e bastante espaço pra duas pessoas. Limpavam e trocavam as toalhas todo dia, tinha sacadinha, piscina, restaurante, fim. Na real é o mínimo a se esperar de um hotel decente em Ibiza. Nos finais de semana ficava bem cheio, deve ser impossível na alta temporada. Experimentamos o café da manhã (shit) e o jantar (bom!) do hotel na primeira semana, a segunda foi sem refeições incluídas.

As festas
Junho é época das opening parties em todos os clubs (vão até meados de Setembro). E tem festa todo dia, sabe-se lá quantas, pra todos os gostos, desde que dentro do quesito música eletrônica. É a terra dos superclubs, imensos, decoradíssimos (cada um no seu estilo) e vendendo drinks a peso de ouro, como é de costume deste tipo de lugar. Sede? Dez euros por uma garrafinha de água. E não adianta tentar recarregar na pia do banheiro (prática comum em quase todos os clubs que já fui na minha vida), porque a água na ilha toda é salina, tem um gosto horrível e te desidrata ainda mais. Tem que ser mineral mesmo. Da cerveja (em média 12 euros a long neck) até a champanhe, o céu é o limite... Dá pra gastar 100 euros em duas pessoas em um piscar de olhos.

Cada um tem seu jeito de contornar este problema... Desde chegar bêbado até fumar sálvia :-)

Por isso Ibiza pode ser um passeio caro. Se a intenção é ir lá party all the time, tem ainda o preço das entradas das festas, em média entre 25 e 35 euros o convite antecipado, disponível em tudo que é bar de Playa den Bossa e San Antonio.

Reviews euquesei a seguir:

Stealth Party na Pacha - 11pm às 6am
Com Roger Sanchez, Laidback Luke, Jesse Garcia, Angel Linde.

Pacha é a boath da beautiful people - e como tem beautiful people visitando essa ilha! Nesta festa, especialmente no banheiro feminino, me senti dentro de uma edição da Vogue. Todas muito lyndas e fynas. Olha, não é que eu prefira gente acabada e trash (talvez ocasionalmente hehe), mas era muyta fynesse pro meu gosto. Meu approach a festas é decididamente mais relaxado e eu nem uso salto justamente porque quero me matar de dançar. Muita pose, muitaaaa.

Nunca tinha ouvido falar deste dj Jesse Garcia ou o tal Luke, mas eles mandaram house e tech house do jeito que eu gosto. Já a estrela Roger Sanchez eu achei uma bela m* e fui pra casa dormir.

Cream Opening Party na Amnesia - 11pm às 6am
Com Paul van Dyk, Sasha, Gareth Wyn, Annie Mac, Touche, Jamie Gittins, Sean Hughes

A Amnesia é um super-superclub com um público bem mais whatever. Todos pareciam estar lá genuinamente pra se divertir, e muito. Decididamente foi minha noite preferida. Chegamos bem no início do set do Sasha. E que set!! Foi fantástico, melhor DJ que eu vi em Ibiza, de longe. Quando o Paul van Dyk chegou e arruinou meu clima com aquele tech-trance dele (não sou chegada), mudamos para outra sala onde estava a Annie Mac, da BBC Radio 1. Eu já ouvia os shows dela na rádio e achava tudo, mas ao vivo ela realmente arrasa. Um monte do melhor da party music com alguns mash-ups muito bons.

RECOMENDO.

E se o programa é ir na Amnesia, compre os ingressos antecipados nos bares ou lojas da Amnesia (em Playa den Bossa é o Coco's Bar), que geralmente incluem um ônibus saindo do bar até o club (só de ida). Já se economiza uma corrida de táxi, que eu não achei nada barato. No Coco's os promoters são super-simpáticos e falam tudo que é língua.

We Love Space Opening Party na Space (claro) - 5pm às 7am
Com Alex Woolfenden, Scott Martin, Chew Da Fat, Felix Da Housecat, DJ Pierre, Riton, David Phillips, 2 Many Djs, Ben Watt, Paul Woolford, Smokin' Jo, Spencer Parker, Elio Riso, Tom Novy, Jason Bye, Jonathan Ulysses, Andy Baxter, Jon Sa Trinxa, Matt Playford, Alfredo, Mr Doris, Jem Haynes, Kid Blue, Andy Carroll, Jon Howell.

Era essa que estávamos esperando. Space é um dos superclubs mais famosos do planeta, e os DJs prometiam. O lugar é interessante, umas sete ou oito salas, mas nem todas estavam abertas ao mesmo tempo. Um dos terraços tem uma vista legal para o pôr-do-sol (lá pelas dez horas da noite no verão) e a cada hora um avião passa por cima da boate (porque não é longe do aeroporto), tão perto que é divertido.

O povo que lá estava era com certeza ao mesmo tempo mais cool and freaky que o da Amnesia e Pacha. Um monte de gente se fantasia pra ir na Space, ou então usa as roupas mais chegay possíveis. Logo que entramos havia esta menina no meio de um grupo de homens, vestindo só uma camiseta BEM velha e meia arrastão e salto alto... De repente ela arranca o trapo que era a camiseta e abre um espacato no meio de todo mundo - e a meia arrastão era mesmo TUDO o que ela estava vestindo... Oh my eyes. Os flashes dos celulares em volta enlouquecem e a amiga dela, uma de ossos largos vestida de Barbie-Dama-de-Honra, começa a rir incontrolavelmente, com um bocão de onde pula uma coisa branca - eu acho que era um dente falso.

No mais, encontramos alguns conhecidos e ficamos zanzando pelo club sem muita motivação, pois eu estava ansiosa era para ver 2 Many DJs e Felix, mas me dei conta que isso não ia acontecer até pelo menos umas quatro da manhã. E chegamos lá às seis da tarde. E vou contar pra vocês, ainda que seja uó: não vimos nenhum dos dois, por motivo de força maior, e aqui acaba a história!

SALDO: É claro que a party Ibiza de hoje não tem nada a ver com a lenda de dez ou quinze anos atrás. Isso eu sabia, mas que tal dar uma reciclada nos DJs headliners das festas? Eles sim são os mesmos daquela época.

BÔNUS: Infelizmente eu não pude conferir por mim mesma, mas ouvi de fontes muito boas que a melhor festa atual depois da Sundays at Space é a Circo Loco, no club DC10 (segundas das 4h30pm às 2am. ERA, na verdade, porque a Circo Loco antes abria às segundas de manhã, quando a Space fechava - mas a nova regulamentação colocada em vigência este verão em Ibiza proíbe as day parties antes das quatro da tarde. What a shame.

Para ver o calendário completo das festas, além de todo tipo de informação prática a respeito de Ibiza, vá aqui.

As praias testadas e aprovadas

Depois de gastar uma fortuna em clubs e bares, perder dias dormindo e com mais sete semanas de holiday pela frente, foi decidido que a semana #2 seria dedicada ao descanso e lazer e economia sob o sol. Alugamos uma moped (ou lambreta) maiorzinha, 125cc, a mais ou menos 140 euros. Elas estão em toda parte em Ibiza e são super-práticas e ultra-econômicas. Com ela, uma mochila e um guarda-sol de 8 euros comprado na vendinha (muito melhor que pagar de 5 a 10 euros por dia de aluguel de guarda-sol na praia), percorremos a ilha inteira, que é uma pequenez. De norte a sul acho que dá uma hora no máximo. RECOMENDO.

The hog.

A ilha tem praias belíssimas, o mar é azul e as mulheres quase sempre fazem topless. Da vovó até a netinha. Super confortável e natural... Os brasileiros deviam aprender com os europeus, em vez de ficar nessa hipocrisia carnavalesca tão antiga.


Playa den Bossa (sudeste)

Sossego de junho.

Cala Valdella (oeste)

Praia lindinha, com alguns barcos ao fundo. Fácil de chegar e tem tudo o que você precisa. É tranquila e cheia de famílias com criancinhas pequenas e grupos de amigos na faixa dos 30-40 anos.

Family-friendly fun. (Bocejo...)

Cala Xarraca (norte)

LINDA. Uma casa enorme no meio em um dos cantos da praia dá um toque uó meio praia particular, mas não se apoquente e vá. A água é tão transparente que não dá vontade de sair dela. Tem apenas um restaurantezinho gostoso e nada barato, mas fazível.

Adorando esse azul!!
Adorando fazer pose!

O caminho para o norte é fantástico. A estrada é absolutamente linda, cheia de flores e pinheiros, e o cheiro que vem deles e se sente estando com a cara no vento (lembre-se da lambreta) é maravilhoso, um perfume incrível, inesquecível.

Es Cana e Cala Nova (leste)

Cala Nova vista de cima.

Es Cana, como já disse, é o resort dos maiores de 50 anos. Famílias também. Caminhe mais e chegue à praia (cala) Nova, aproveite a tranquilidade e vá dar uma volta na montanha de pinheiros que é o costão da praia. A vista de lá é linda e você pode ter um pouco de privacidade uahaha.

Privacidade.

Salinas e Es Cavallet (sul)

Salinas é a Pacha das praias de Ibiza - todos os jovens e lindos vão pra lá. Tem música em alguns bares e é bem concorrida. Ao lado fica Es Cavallet, a favorita dos gays e/ou nudistas. Muuuuito tranquila e relax, e um povo super friendly.

Não é educado tirar fotos dos nudistas. Também se eu tiver que fugir, não dá tempo de pegar as roupas.

Ao fim de Es Cavallet fica um forte. Esqueci de ler a plaquinha com a história dele.

Cala Salada (noroeste)

Esta foi difícil de se chegar. Uma das placas no meio do caminho para lá está estrategicamente mal colocada, e fez com que fôssemos parar em uma trilha que levava até um rochedo... O que no fim não foi mal, pois uma abertura nos levava através deste rochedo à mais azul das piscinas de água salgada. Ao longo do dia muita gente foi chegando, com guarda-sóis e tudo, tratando de enfiá-los em alguma fenda na pedra e um mini-clube foi se formando. O lugar é lindo mesmo, mas não esqueça de levar muita água mineral e protetor solar, pois o calor das rochas pode facilmente te cozinhar.

Bem-vindos ao mais lindo forninho.

Cala des Moro (sudoeste)

Praia lotada de teenagers de San Antonio, justamente porque fica nesta área. Não tem muito de especial, mas a vista do pôr do sol ali é bem bonita.

Bares e restaurantes visitados por euquesei
Em Playa den Bossa

Disco Point - Pertinho do nosso hotel, tem área externa bonitinha e preços razoáveis. Comemos lá duas vezes - uma delas uma paella de mariscos deliciosa, com sangria doce demais. Mas o preço dos vinhos é bem.

Coco's - O bar da Amnesia em Playa den Bossa. Drinks overpriced como na boate. Atmosfera tropical fake. Mas os promoters que trabalham lá são um amor.

Murphy's Pub - Um irish pub em Ibiza (tem outro Murphy's em San Antonio). Super divertido e aberto até cinco da manhã. Tem música ao vivo (covers uó, com os Murphy's Brothers) e depois eletrônica last year. O bom mesmo é o povo que vai lá tarde da noite, completamente passado e engraçadíssimo.

Bora Bora - o famoso bar/balada de Playa den Bossa. É onde o povo vai antes da Space. É na areia, tem DJ desde as dez da manhã e às duas da tarde começa a bombar. Pratica preços de club também, então muita gente simplesmente aluga umas cadeiras de praia ali e traz bebidas do supermercado mais próximo.

Passion - um snack bar perto da Space, especializado em sucos e vitaminas deliciosos e comidas leves e saudáveis. Preços bons. A ciabatta de frango + pesto e vegetais é NHAM.
Pago Pago Beach - em frente à praia, no complexo Jet Apartments (um hotel que tem TUDO, de bares e restaurantes a academia de ginástica, internet café e lojas). Barato, bonitinho e comida simplérrima - hambúrgueres, English Breakfast e pizzas bem gostosinhas.

Em outras paragens:

Café Zocallo, em Cala Valdella - os garçons mais mal-humorados que já vi. Comida simples (leia-se frango grelhado e batata frita) a preços OK.

Café em Cala Nova - não vi o nome, mas é um lugarejo pequeno, quase um quiosque na praia, simples e de gente simpática. Só tem ele. Cardápio mínimo. Vá de salada Ibicenca, com atum, alface, tomates, azeitonas pretas e etc. Grande e nhamnhamnham.

Restaurante Dalt Vila, em Dalt Vila (a parte velha de Ibiza Town) - Criativo o nome né? Uma coisa assim Rede TV. Ou Lounge Bar & Lounge. Fomos lá comer tapas e tomar sangria. Melhores tapas provados: langostinos (camarões grandes) ao vinagrete e mini-pimentões recheados. Preços razoáveis para a área - a nossa conta ficou em 25 euros por pessoa, com muita comida e sangria suficiente.

SunSea bar, em Cala des Moros - Lindo restaurante e bar em San Antonio. Fomos durante o dia tomar umas cervejas e beliscar. Saladas deliciosas e com a conta você ganha um CD do lugar, com música tipo lounge (como no famoso Café del Mar, onde não nos animamos pra ir). Bela vista da baía, preços entre razoáveis e nem tanto.

Área dos bares de Ibiza Town: Lotado de gente bebendo e se mostrando antes de ir pra boate. Centenas de promoters, homens e mulheres, lindos e exibindo o que têm de melhor. Gente fantasiada. Cena gay forte. E, tenho que contar, um exército de caras ultra-suspeitos só parados e abordando TUDO que é tipo de turista (até senhoras respeitáveis em busca de um dos muitos restaurantes de Ibiza Town) oferecendo TUDO o que se pode imaginar.

Ibiza Town

É o centro de Ibiza, onde fica a cidade histórica (a tal parte velha que eu mencionei antes). É linda, tem vistas fantásticas do alto do castelo, e muitíssimas opções de bares, restaurantes e lojas.

Subindo ao castelo.

Dalt Vila vista de cima da muralha.

Dalt Vila é a Cidade Velha, a mais antiga cidade fortificada da Europa. A muralha foi construída no século XVI, mas a cidade em si tem história desde a ocupação árabe da ilha, mais ou menos do século VI ao XI. Mas ocupação humana de Ibiza data de 5.000 anos antes de Cristo, passando por até por fenícios (que deixaram vestígios de sua ocupação, os quais datam do século VII antes de Cristo, e podem ser vistos no sítio arqueológico de Sa Caleta).

À noite Ibiza Town fica o fervo, especialmente na área dos bares em Dalt Vila e perto do porto, que também é cheio de restaurantes. Na Calle de La Virgen estão diversos bares gays, lojas de fetiche e butiques hippie-chic. É interessante dar uma volta lá à noite, especialmente se for a noite da La Troya na Space. Esta é uma festa produzida por um brasileiro (CLARO), no ramo em Ibiza desde 1978, com uma drag queen (Baby Marcelo) e um time de DJs próprio como estrelas. Assim, às quartas dá pra ver uma procissão de promoters da festa (homens/mulheres/drags/travestis/etc) cobertos de glitter, vinil, penas, lantejoulas, biquininhos e fishnets causando por Dalt Vila e adjacências.

* * *

Pra fechar com um chavão bem chavônico, acho que Ibiza tem um pouco de tudo pra todos, e eu realmente adorei o lugar. Diversos tipos de turistas coexistem na ilha, é só ler euquesei e procurar sua turma. And enjoy.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Isla Margarita II, o Retorno


Voltei à Isla Margarita na Semana Santa
. Desta vez com quatro (novos) amigos. Não é particularmente fácil viajar com pessoas que você mal conhece - o resultado pode variar do desastre completo até a diversão absoluta, mas se você quer bons resultados há de buscar a Pollyanna que existe dentro de todos nós (hummm sei não).

Quero dizer: em uma viagem como essa, improvisada, com dois semi-desconhecidos e uma quase-amiga e sendo escassas as afinidades pessoais, num fe-ri-a-do es-co-lar, para um dos destinos mais populares da Venezuela, a bunyta tem que visualizar todos os prós e sufocar os contras dentro da mala, pois ficar em Caracas all by herself não é opção.

Resultado final: good enough. Deu pra conhecer novas praias, novos restaurantes, novos limites de resistência ao álcool, praticar o pechinchamento com os motoristas de táxi e elaborar meus Top 5 erros & fynesses recém-descobertos.

Top 5 erros

1. Vôo charter para a ilha - me explicaram que charter é quando várias companhias de turismo usam o mesmo avião, como um 'fretado' (já começou o erro). Por isso esse tipo de vôo é extremamente sujeito a atrasos. O nosso, por exemplo, só atrasou 5 horinhas na ida... Chegamos ao aeroporto para voar às 3 horas e gritaram na nossa cara que só saía às 7 da noite. A aerolínea é a RUTACA, se interessar... Não tenho 100% de certeza de quem é a culpa pelo atraso mas o atendimento deles faz o do INSS no Brasil parecer um luxo. Ninguém vem falar com você nem olha na sua cara, e só quando alguém faz menção de pular o balcão de check-in, a atendente faz... um ruído incompreensível.

2. Hotel Puerta del Sol - Veja bem, há dois hotéis com o mesmo nome em Margarita: um em Playa El Agua, que parece interessante, e provavelmente tem todas as benesses de um hotel desta região (perto da praia, serviço de bar na areia e cadeiras próprias para os hóspedes) e um em Porlamar, o centro de Margarita, a cidade mesmo, feia, suja e desinteressante. Foi neste que eu fiquei, por um desses mal-entendidos agência/cliente. Eu não sabia que existiam dois, eles não sabiam que eu não sabia e assim fomos para lá crentes que ficaríamos em Playa El Agua, pero fomos levados pra um espigão AMARELO perto de uma avenida larga e sem nada interessante, nem um restaurante decente e muuuuito longe das melhores praias... Solução: gastar uma fortuna em táxis hotel-praia, praia-hotel, hotel-restaurante, restaurante-bar, bar-hotel.

3. Jantar no restaurante Viña Del Mar (Av. 4 de Mayo, Porlamar) - Pedi um espaguete com frutos do mar e tive que comer uma maçaroca de massa cozida demais com o que parecia ser restos do prato de alguém por cima. Minha amiga comeu menos metade de uma simples massa à bolonhesa (porque nada mais era que massa baratinha com molho enlatado) e passou mal o dia seguinte inteiro.

4. Playa Parguito no feriado, para maiores de 18 anos - A areia fica absolutamente lotada de teens e pré-teens ouvindo reggaeton no último. No mar, surfistas surfam a sua cabeça. Bom, tem quem goste...


Parguito, lotada até onde a vista alcança.

5. Fazer as tão faladas compras duty-free no shopping Sambil - Esta é uma famosa rede de shopping centers da Venê, presente também em Margarita - um complexo enorrrrme perto da entrada de Pampatar. A ilha tem sido uma área livre de impostos há muito tempo, e costumava ser um lugar baratíssimo para fazer compras, também porque o mercado paralelo (ou negro, se quiser) para o dólar permitia uma cotação 3 vezes mais vantajosa para o turista que o mercado oficial. Mas, recentemente, devido a alterações da taxa de câmbio e desvalorização do dólar frente ao bolívar, mais inflação alta, fazer compras lá é mesmo só para caraquenhos sem outra opção - porque os preços praticados são os mesmíssimos de Caracas menos o imposto (IVA). Uó!

Bônus: depois do sucesso do silicone no peito, a bunda de plástico também está à venda no Sambil.

Margarita-enxaqueca: pra quem fala espanhol (e um pouco de venezuelano), clique aqui.


Top 5 fynesses

1. Playa El Yaque - Fica a 5 minutos da parte de trás do aeroporto. É a praia dos windsurfistas e em alta temporada fica cheia de gente de todas as partes do mundo, de todas as idades e muito interessante. Apesar de cheia não fica infernal; o público é bem mais civilizado. Tem restaurantes e bares ótimos - não muito baratos, mas vale totalmente a pena. Eu, se for a Margarita mais uma vez, faço questão de ficar perto de El Yaque.

2. Playas Caribe e Zaragoza, no norte da ilha - Que praias lindas e que sossego. Serviço (cadeiras, guarda-sóis e drinks oferecidos na praia) relativamente baratos e bons. Ainda assim, não seja tímido e leve seu próprio cooler com cervejas e outros.

Calor escaldante e preguiça generalizada.

3. Restaurante La Tequila, no Sambil - Mexicano mais escandaloso onde já fui. Decoração super-colorida e cantores ao vivo GRITANDO música tradicional. Ou seja, se estiver procurando um lugarzinho tranquilo ou romântico já saiba que não é o caso! Mas é divertido, os garçons são mexicanos e simpáticos e a comida é ótima... Só perde para as margaritas. Nós adoramos o lugar: fomos 3 vezes em uma semana.

4. Kamy Beach, open air club na praia de Varadero (Av Aldonza Manrique, Pampatar) - É a balada principal de Margarita. O lugar é enorme, é na areia, mas tem boa estrutura: muitos bares e muitos ambientes. Público entre 18 e 35 anos... Fomos lá uma noite e foi demais, DJs ótimos e público bacana. A única coisa é que devido a uma lei recente a festa não vai mais até de manhã, como antes - acaba às 3h30am e beijos.

5. Passeio a Los Frailes - Estas são as ilhas que se vêem Playa El Agua ou Parguito, e são na verdade pouco visitadas. Para ir lá se contrata um day tour (disponível em qualquer agência de turismo da cidade, em hotéis, pousadas, etc) - um barco simples saindo da Playa El Tirano com 20-25 pessoas no máximo. Nós pagamos ao redor de 40 dólares para ir lá, incluindo o equipamento para snorkeling e almoço e cerveja/água/cuba-libre a bordo. É possível fazer mergulho também (as ilhas não têm praia, então é melhor você escolher um!) e sai pelo dobro do preço. O almoço é simples e gostoso, obviamente peixe. Eu perticularmente adorei fazer snorkeling lá, tem muito pra se ver - muitos peixes caribenhos, polvos, tartarugas ocasionais e até umas barracudas feias e curiosas. Não chegue perto!

Rochedo que separa Parguito de Playa el Agua: é meu, achei primeiro.

Para mais fotos (que ficaram faltando neste post, culpa da preguiça), clique aqui.
As fotos deste post são de Rebecca Hoffman.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Pros mais quietinhos: sul de Floripa


Ei... Sei que já estamos no meio de Janeiro, mas ainda dá pra desejar feliz 2008 pro povo? Ótimo, então é isso aí. Muita sorte, saúde e viagens pra todo mundo! Nem que seja até ali Piracema do Passaquatro, já é uma distração.

Piracema do Passaquatro pode até ser bão, mas prefiro uma praia.

Passei as festas em Floripa, seguindo a modeenha paulista-carioca (já antiga, na minha opinião). A imprensa brasileira (pelo menos a Veja São Paulo hahaha) determinou que era THE place to be este reveillon. Nossa que finesse! Mas é claro que só falam do norte da ilha, do condomínio de luxo que é Jurerê Internacional, dos bares e clubs muito badalados e do ar de shopping center que domina a área. O norte é lindo, mas eu vou contar do meu caso de amor com o SUL, que começou em 2002, na minha segunda e mais longa visita à ilha, e que eu reforcei agora em 2007/2008.


O sul é menos construído e habitado que o norte. Tem mais verde e as praias têm menos comércio. É mais barato, mais tranquilo e nada badalado... Não por falta de beleza, mas até onde eu sei não há vida noturna propriamente dita no sul. Os estudantes da Universidade Federal costumam morar no sul, aliás foram alguns deles que nos ajudaram a encontrar uma casa baratinha no Campeche em 2002. Estava no Forum Social em Porto Alegre com duas amigas e queríamos, de carona com o ônibus da Unicamp, descer em Floripa e achar um lugar pra ficar o máximo de tempo possível, incluindo o Carnaval. Pergunta daqui e dali, obtivemos telefones de vizinhos de alunos da Federal que alugavam casas para temporada e pronto, foi só achar a casinha no meio do Campeche.

As praias do sul, de cima para baixo, brought to you by euquesei:

Campeche, com sua ilha na frente... No sul é uma das áreas mais movimentadas. Tem muitas casas pra alugar, bom acesso a ônibus (eu já tive que me virar com transporte público muitas vezes em Floripa), porque fica perto do terminal do Rio Tavares, de onde dá pra ir a terminais da Lagoa, Centro e outros lugares. A praia é muito bonita e comprida, e tem muito surf. Aliás como quase toda a ilha... Como já disse, foi em Campeche que eu fiquei quase um mês em 2002, sem lenço e sem documento (leia-se sem muito dindim) e me virei linda; lá tem tudo necessário pra uma estadia barata e sem sofrimento.

Morro das Pedras... Bonita praia rodeada por pedras (uia!). Fui uma vez só. Lugar de muitos, mas muitos surfistas.

Armação
... Adorei a Armação quando fui em 2002. Desta vez, porém, não pisei lá. Mas se eu fizer um esforço de memória o que eu adorei mesmo foi uma loja de biquinis que havia ali pertinho e eu não vou saber agora se ainda existe.

Matadeiro
... Essa É DAS BOA hahaha. Adorei Matadeiro, que tem um nome sinistro mas é muito bonita. O nome, me disseram, é do tempo em que eles retalhavam baleias capturadas na área. Eles quem? Os baleeiros, sei lá, uma gente sem mãe né... Enfim, hoje em dia é uma praia ainda bastante limpa, com acesso por um caminhozinho simpático ladeando o morro do Matadouro e um rio, e cheia de bares com garçons simpáticos. Um deles até informava no cardápio que era um 'eco bar', porque reduzia o consumo de água a níveis mínimos (mas sim, os copos estavam limpos) e reciclava lixo. E tinha cervinhas melhores, tipo Heineken e Bavaria Extra. Ah, Matadeiro ainda tem uma gruta... Check it out.

Tava tão divertido que nem tirei muita foto! Sorry...

Lagoinha do Leste
... A ela só se chega via trilha ou barquinhos a partir do Pântano do Sul. Que lindeza de lugar, muito tranquilo e talz. A trilha vale a pena, se a amiga não tiver pobremas no joelho. A subida é íngreme e a descida também. Mas é no meio do mato, rola uma sombrinha. Pelo menos quando fui não sofri, e a vista é munyta. Leve água e comida, porque não é garantido que tenha alguma coisa lá.

Pântano do Sul... Bem familiar e cheia de comércio - muitos restaurantes com carinha de caiçara. Dignos de nota são só dois: Arantes, tradicionalíssimo e de paredes cobertas de bilhetinhos que os clientes deixam. Comida boa em sistema de buffet e não muito barata, mas tem uma super-variedade de pratos com frutos do mar, coisa que a gente espera quando está na praia e nem sempre tem a um preço decente. E o Oddone's é a la carte e tem de tudo, desde moqueca baiana até frango ao curry (provei os dois!) passando por massas e carnes e frutos do mar. O atendimento é MUITO bom (coisa que falta na ilha) e simpático. Vale a pena. A praia de Pântano tem ondas menores, muito vento com frequência e milhares de famílias com crianças. Até onde eu sei carros tinham acesso à uma parte da areia, o que não torna a vista particularmente agradável. Mas hoje vi uma notícia de que serão banidos! Acho é bom. Lugar de carro é na rua, e não tocando de porta aberta tocando pagode na praia.

Cantinho do Pântano. O monstro não quis sair na foto...

Açores... Pântano do Sul é muito longa, mas não se engane; apesar de não haver divisão aparente, a partir de um ponto muda de nome e vira Praia dos Açores. Foi onde eu fiquei, em uma casa alugada, por quase duas semanas. Muuuuuuuuuuito tranquilo (às vezes dava até no saco de tão tranquilo, mas esse era o plano). É um loteamento pequeno, as ruas são gostosas, calmas, tem um mercadinho que está quase sempre aberto e tem tudo, tem uma lan house do lado...
Em frente à praia há UM bar/restaurante muito simpático, chamado Bagui, de argentinos e uruguaios muito legais. O forte deles são as porções e hambúrgueres, mas comi uma massa com frutos do mar super caseiro que estava uma delícia. A massa em si, a garçonete me contou, é trazida da argentina pelos donos, e era mesmo um espaguete que fazia a diferença.
Já deu pra sacar que não tem o que se fazer à noite em Açores né. Mas pelas praias da área vale muito a pena. São limpas, mais vazias, cheias de vistas de montanhas verdes...


Perto de Açores, mas muito perto mesmo, fica a
Solidão (ou Rio das Pacas)
... Uma praia ainda mais tranquila. Dá pra ir lá pelas pedras ou por um caminhinho de terra, coisa de 20 minutos andando desde o meio da praia de Açores. Há algumas casas ali mas nada de comércio, fora o sorveteiro ocasional na temporada. Dali do canto da solidão o povo da minha casa viu golfinhos mais de uma vez, além de uma espécie de garça gulosa (papando tudo que era marisco e tatuí na areia) que ganhou o nome de Odeth.

Depois da Solidão tem ainda um caminho civilizado pra praia do
Saquinho
... E aí a tranquilidade vai atingindo níveis absurdos haha. Eu que não desço lá! Mentira, a praia é linda e deserrrrta. Vai sim. Mas eu PRECISO de um barzinho servindo uma bebida, então não vou... O bacana é que essa praia foi decretada área de preservação permanente.

Naufragados
... Última praia de Floripa e acessível apenas por 40 minutos trilha, a qual sai do final da Caieira da Barra do Sul. É boa pra quem gosta de trilha, de acampar e de pescar (nos costões). Em frente há a ilha de Araçatuba, onde foi erguido um forte em 1744. Mas olha, tô informando, não fui lá dessa vez. Fica pra próxima!

Veja mais:


Site sobre o sul da ilha.
Pra alugar imóvel pra temporada vá
aqui (para sul) ou aqui (para qualquer área) ou aqui (pra sul também).
...e baladas da ilha aqui, se a bunita cansar de sossego.

Um sortudo habitante de Floripa. Não é a coisa MAIS LINDA que vocês já viram?